Meu pai era “trekkie”, apesar de não conhecer essa definição. Ele sabia de cor todos os episódios da série clássica! Também gostava muito de Além da Imaginação e Quinta Dimensão.
Quando saiu Guerra nas Estrelas, ele me presenteou com o álbum de figurinhas, o kit de montagem dos personagens em papel (tipo aqueles que vinham nas embalagens de sucrilhos Kellogs) e a versão em quadrinhos do filme desenhada por Howard Chaykin.
Apesar disso, ele não gostou muito do universo criado por George Lucas. Ele achava tudo muito decadente, sem a modernidade anti-séptica e o otimismo de Jornada nas Estrelas.
Também assistíamos juntos Perdidos no Espaço, Terra de Gigantes, Túnel do Tempo e Viagem ao Fundo do Mar.
Além disso, meu tio, irmão do meu pai, lia quadrinhos compulsivamente! Quando visitava sua casa voltava com dezenas de edições de Tex, Akim e revistas de terror. Claro, gostava dos quadrinhos de terror que tinham ficção científica!
Aliás, que saudade da revista Kripta da RGE!
E ainda tinha o meu primo, que eu considerava como um irmão mais velho. Ele era fã de seriados e desenhos japoneses, e até me convenceu que Ultraseven era bem melhor que Ultraman! Hoje temos pouco contato, infelizmente.
Então, posso dizer que herdei o gosto pela ficção científica geneticamente! Claro, recebi uma forcinha da família, mas sempre procurava entre as opções aquelas que me traziam um “deslumbramento científico”, o que estava mais voltado à ficção científica.
Espero passar esse maldito e delicioso legado para meus filhos também!

Comentários