Arquivo do mês: janeiro 2010

Um conto para o Haiti


Inspirado pelo site Crossed Genres, o blog Ficção Científica e Afins, de Ana Cristina Rodrigues, criou uma iniciativa para ajudar as vítimas do terremoto no Haiti.

A proposta é a seguinte: cada escritor publica um conto em seu site ou blog e disponibiliza um link para a página do Ficção Científica e Afins que informa como ajudar o povo haitiano.

Me junto à iniciativa postando abaixo um conto que participou de uma rodada de minicontos da Fábrica dos Sonhos em 2007. O conto não fala do Haiti, mas tem uma personagem haitiana. 🙂

Para ajudar o Haiti, clique aqui.

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Fora da ordem

Por Carlos Relva

Planto a caneca que acabei de tomar café sintetizado na cabeça do garoto. Pirralho danado! Já disse para não usar o rádio, podemos ser localizados.

O garoto e a haitiana são o que sobrou do meu esquadrão. Agora o tanque é operado apenas por nós três. Conheci os dois na última missão. Adolescentes com famílias destruídas, sem ninguém… Insistiram em fazer parte da equipe. Eles têm potencial. E a garota está ficando bonitinha…

O tanque emprega inteligência artificial, apesar de não ser tão “inteligente” assim. Basicamente, serve para sintetizar alimentos e encontrar minas explosivas de profundidade.

E a sua munição está acabando! Não tem mais nada para os canhões. Só um pouco para o armamento leve.

O restante dos meus subordinados? Mortos pela corporação Liu Sarasvati! Aqueles desgraçados até transformaram meus homens em necrosoldados. Há uns dois anos vi a cabeça de Mendez, meu antigo subcomandante, no corpo mecânico de um necrosoldado. Quase nos pegaram naquela ocasião…

Estamos enfurnados neste tanque há quatro anos. Isso é tempo! Percorremos milhas de geleira antártica, por cima e por baixo, andando em ziguezague para desviar de armadilhas, tentando alcançar um posto estratégico inimigo e destruí-lo. Finalmente, estamos perto do nosso objetivo.

Passo o briefing da missão, e horas depois eu e o garoto já estamos no gelo com as mochilas explosivas em nossas costas. A haitiana fica a bordo, a espera do nosso retorno.

Corremos alguns metros e ouço um estalo… Minas de superfície! Tão pequenas que o tanque não detectou. O chão explode e vejo minha perna direita voar pelos ares! O garoto está bem.

– Corre moleque! – grito agonizando. O garoto passa pelas minas e desaparece num declive.

O céu enche de flutuadores inimigos. Chegaram rápido demais! Os necrosoldados descem. Meto bala neles, mais parecem não sentir. Perdi! Pego a pistola e resolvo dar um tiro na minha cabeça.

– O que vai fazer? – pergunta um necrosoldado enquanto retira o capacete. É Mendez!

– Não vou me tornar um necrosoldado! – respondo, já com a vista meio turva.

– Isso é lenda! – diz Mendez. – Aliás, a guerra acabou, sabia?

– Acabou?

– Sim, a Liu Sarasvati comprou a Valdez, da qual somos subsidiários. Agora, a nova megacorporação tem prazo para reconstruir tudo. Estamos tentando entrar em contato com você há dois anos, mas o seu rádio nunca está funcionando!

Enquanto médicos começam os procedimentos para clonagem da minha perna, uma mulher se aproxima de Mendez. Suponho ser a comandante. Apesar do exoesqueleto blindado, vejo que é bonita. Informa que o garoto e a menina já foram capturados, estão seguros e se divertem num vôo de flutuador.

Ao se retirar, ela me oferece um leve sorriso, cumprimentando-me com reverência. Seu rosto tem um traço exótico, indiano. Não sei se a saudação respeitosa é um costume de seu povo ou se ela tem admiração por mim: fui um peixe difícil de pescar! Prefiro a segunda hipótese.

– Só você sobreviveu àquele ataque em Windhond? – pergunto.

– Não, há muitos outros…

Essa foi a segunda melhor notícia do dia.

– Jeitosinha sua comandante, hein? – mudo de assunto.

– Mulherengo como sempre, capitão? – diz Mendez, dando gargalhadas.

– Ora, já que a guerra acabou, tenho que usufruir do que a nova ordem mundial tem a oferecer, não é mesmo?

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Amigo Secreto Literário de Natal 2007 no Calaméo

Projeto desenvolvido por Joshua Falken, da Fábrica dos Sonhos, onde cada escritor presenteou outro com um conto, usando como inspiração para elaboração do texto uma imagem fornecida pelo próprio presenteado.

Foram treze participantes e o resultado do projeto ficou muito bom!

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

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Black Rocket 3 no Calaméo

Abaixo, a edição de Natal da revista Black Rocket, agora também no Calaméo, postada via Vodpod.

Ou, se preferir, acesse o Black Rocket 3 no Calaméo aqui!

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

more about “Black Rocket 3“, posted with vodpod

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O Coração Delator

Quando criança, eu morria de medo dessa animação baseada em um conto de Edgar Allan Poe. Passava esporadicamente na sessão de desenhos de Mr. Magoo, também da UPA Cartoon.

É um trabalho primoroso, com um clima sombrio, doentio.

A narração é do ator James Mason, numa excelente interpretação.

Em tempo: Alvaro Domingues do Homem Nerd informou que o episódio de Bob Esponja “Botas que rangem” também é uma homenagem ao mesmo conto de Poe:

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Há muito tempo…

Clique para ampliar:

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A Última Ceia – várias versões pop

Como parte das ações de divulgação da última temporada de Lost, a ABC adaptou o famoso afresco de Leonardo da Vinci com os personagens da misteriosa e perigosa ilha tropical.

Mas essa brincadeira não é tão original assim. Já foram criadas muitas versões da Última Ceia para finalidades diversas no mundo do entretenimento. Seguem abaixo algumas.

Mas antes, a versão original de da Vinci:

Versão Battlestar Galactica

Versão House

Versão Família Soprano

Versão Arquivo X

Versão Os Simpsons

Versão South Park

Versão Popeye

Versão Lego

E, finalmente, versão Star Wars

Será que Robert Langdon explica isso?

ATUALIZADO:

Versão mascotes de cereais matinais (por Brian Stuckey)

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Separados no nascimento – parte 9

Esquerda: domo sobre Springfield em “The Simpsons Movie”, 2007.
Direita: domo sobre uma pequena cidade do Maine no livro “Under The Dome“, de Stephen King.

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