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Watchmen

Watchmen

No ano em que finalmente chega ao cinema o quase “infilmável” Watchmen, é gratificante saber que a Panini relança a graphic novel que originou o longa-metragem.

Watchmen, com roteiro de Alan Moore e traço limpo e seguro de Dave Gibbons, foi lançado pela primeira vez no Brasil na década de 1980. Uma obra concebida por dois grandes artistas ingleses, sob o selo da DC Comics, e que nada mais é que um best-seller e obra-prima definitiva sobre super-heróis.

Calma! Com “definitiva” não quero afirmar que nada mais de bom foi feito desde então. Muito pelo contrário, claro. Mas Watchmen é sem sombra de dúvidas um divisor de águas e se nós, simples mortais, ainda temos dúvidas profundas de nosso lugar na existência, pelo menos não precisamos mais dizer o mesmo do universo dos super-heróis. Afinal, na obra, Moore define muito bem “de onde vieram” os combatentes da justiça, “o que são” e “para onde vão”.

DE ONDE ELES VIERAM?
Com engenhosos flashbacks, Watchmen mostra os Minutemen, grupo de heróis dos anos 1940, época mais simples e inocente, onde os adversários da lei e da liberdade eram bem melhor delineados. E é nesse passado, ricamente detalhado na HQ, que Moore monta sua complexa trama. É na origem dos super-heróis que também nascerá o grande mal. A sombria ameaça que permeará a história e fulgurará implacável nas últimas páginas da revista.

O QUE ELES SÃO?
No presente (ou no presente de 1985), os Watchmen assumem a bandeira da justiça. Mas esses heróis, herdeiros dos extintos Minutemen, vivem numa época muito conturbada. As fronteiras entre o bem e o mal não estão mais nitidamente demarcadas. Eles são falhos e desacreditados.

PARA ONDE ELES VÃO?
Moore, implacavelmente, também apresenta o futuro dos super-heróis. Quem será ele? O quase-deus Dr. Manhattan? Não, esse é apenas o “ser absoluto”! Assustadoramente, aquele que guiará a humanidade talvez caminhe entre o bem e o mal, entre o heroísmo e a vilania. Mas para saber quem é, você precisa ler Watchmen…

Watchmen, edição especial da Panini, é apresentada em dois volumes (212 páginas cada) e totalmente recolorida!

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Alan Moore

Alan Moore

Talvez Alan Moore não seja um ser vivo, mas uma força da natureza. Invocado pela primeira vez em 18 de novembro de 1953, esse singular roteirista viveu toda sua vida em Northampton, Inglaterra.

O subúrbio industrial cinza e soturno de sua infância não parece o plano de fundo ideal para aflorar a imaginação. Mesmo assim, foi a fonte, juntamente com os quadrinhos norte-americanos, de onde tirou sua prodigiosa imaginação.

Claro, outros artistas merecem a mesma importância. Mas Moore é único em sua gestão criativa. Afinal, enquanto escreve, brinca de ser sério com tal seriedade que convence a todos!

E seus brinquedos? As tramas mirabolantes e geniais, e os pobres heróis e vilões que caem sem suas mãos.

Mas Moore não é um deus supremo. É parte do jogo que ele mesmo cria. E nisso está toda a graça de sua brincadeira: descobrir com os personagens onde tudo vai chegar…

Duvida que Moore seja um brincalhão? Mesmo quando sabemos que resolveu se tornar bruxo, para não virar um quarentão chato e intelectual?

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