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Space Girl

Videoclipe com imagens de filmes e séries de Sci-Fi. Uma homenagem às mulheres do espaço! Música do The Imagined Village.

Dica de Paulo R. C. Barros.

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Arquivado em Ficção científica, Humor, Vídeos

Uma pequena interpretação para Matrix Revolutions

(originalmente postado na lista Ficfan, em 10 de novembro de 2003)

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Neo acorda de seu coma forçado, induzido por Merovíngio. Ele está em uma estação de metrô. Na verdade, um local intermediário entre a Matrix e o mundo real. Uma espécie de ambiente DOS, um purgatório regido pelo companheiro de Persephone. Uma menininha, Sati, começa a dialogar com nosso herói. Ela é um elemento novo na trama, e uma das chaves para a compreensão do destino que Neo tentará traçar para a Matrix. Os pais de Sati, programas desenvolvidos na Matrix, chamam-na para perto. Neo também se aproxima e tem um longo diálogo filosófico, sobre “carma” e “amor”, com o pai da menina. Um programa também pode acreditar em carma? Se tive fé, por que não…? Sati e seus pais, programas criados pela Matrix, consideram aquele mundo virtual como real. Eles têm medos e esperanças como nós. Procriam. E não querem morrer. Vida criada pela Matrix? Afinal, o que define vida?

A partir desse encontro, Neo formata o caminho que trilhará daqui em diante.

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Enquanto isso, Seraph, mais um programa desenvolvido pelo sistema, convoca Morpheus e Trinity a se plugarem novamente a Matrix. Seraph sabe como tirar a consciência de Neo daquele limbo digital. O trio vai ao encontro de Merovíngio. Após uma troca de ameaças Trinity aponta uma arma na cabeça do francês e dá xeque mate. Trinity matará Merovíngio se ele não libertar Neo. Persephone sabe que não é um blefe. Só mesmo uma mulher para entender outra (mesmo que seja um programa).

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Neo, no Purgatório, livre das amarras da Matrix e da realidade, tenta descobrir uma maneira de voltar ao mundo real. Nessa tentativa, sua consciência se expande, e ele tem uma visão: o centro da Matrix. O 01. O local do confronto final. Chega o trem, mas uma vez Trinity mostra o caminho para Neo. O que seria dos homens sem as mulheres?

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Neo visita novamente seu velho amigo Oráculo. Ele quer conselhos, mas o Oráculo sabe que seu caminho já foi escolhido. Oráculo diz: “tudo que começa, um dia termina”. Parece uma frase enigmática, mas na verdade é um código de acesso que Neo terá que usar. O Oráculo é um programa independente, talvez criado pela Matrix para testar o sistema. Um software de auditoria, de checagem dos registros. Nas muitas versões da Matrix e de Zion, o Oráculo aprendeu muito e fez suas escolhas. Ele não quer o novo fim de Zion e o boot do sistema, quer a revolução da Matrix, há mais vida em jogo do que pensamos. Ele também sabe que Smith, o vírus, é uma anomalia no sistema. Smith foi além das capacidades originais e, assim como Neo, surpreendeu a Matrix. Smith é o vírus perfeito, um World ou um Photoshop que conseguiu independência. Smith é o outro lado de Neo. Ele não segue mais o sistema, está fora do controle da Matrix. Oráculo quer servir de interface entre o vírus e a Matrix, quer ser o caminho de entendimento do funcionamento do vírus. Por isso, deverá deixar que Smith o assimile.

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Agora, no mundo real, as forças de defesa de Zion se preparam para o confronto final. As chances para os humanos são poucas… Para não dizer nenhuma! As brocas gigantes já estão terminando de perfurar a entrada para a fortaleza. Numa reunião de oficiais, Neo pede o inusitado: uma nave para leva-lo até a cidade das máquinas. Num momento em que todas as forças de defesa humanas estão centradas na defesa de Zion, esse pedido é inconcebível. Mas, Niobe cede sua nave a Neo. Afinal, temos que encontrar a solução para o problema fora dele. Niobe não acredita no predestinado, mas acredita em Neo.

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Mifune
, um verdadeiro mestre de samurais, encaminha seus guerreiros para o front de batalha contra as sentinelas, os hardwares de combate da Matrix. Antes, porém, como um típico professor, repreende a desastrada conduta do aprendiz que carrega munições. Sacrifícios humanos, em favor de Zion, estão para acontecer…

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Toda a trama começa a se centralizar em um único foco, o amor. O amor dos pais por Sati. O amor de Trinity por Neo. O amor de Mifune pela liberdade. E o amor de Zee pelo seu lar e sua família. Zion é o lar de Zee e para defende-la, lutará até o fim. E se precisar lutar uma guerra de humanos contra máquinas não se acovardará. E numa guerra de homens temos que lutar como um homem! Por isso, Zee se une a uma combatente masculinizada e com uma arma fálica defenderá a imaculada Zion de ser penetrada, sem permissão, por outro elemento fálico, a broca das sentinelas.

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Próximo da morte, Mifune passa seu estandarte para o jovem aprendiz. É hora do aprendiz se tornar mestre! O aprendiz tem que abrir o acesso de Zion à nave pilotada por Niobe, e para isso tem a ajuda de Zee, a zeladora da fortaleza, a dona da casa.

Sucesso! Os sentinelas são vencidos. Mas uma nova leva de sentinelas está a caminho e as chances dos humanos, até agora mínimas, chega quase a zero!

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Cabe a Neo, o predestinado, ignorado pela maioria dos habitantes de Zion, a cartada final. Após uma luta com um Smith “encarnado”, onde descobre que a essência de nosso universo é muito semelhante a da Matrix (afinal, a matemática não é “o alfabeto com o qual Deus escreveu o Universo”?) e após ficar cego pelas mãos do malfeitor, Neo é levado ao encontro do centro da Matrix por Trinity. Como Lilith e Eva, Trinity é o fator feminino de oposição a cegueira masculina. Ela tira Neo do paraíso de Zion e dos túneis misteriosos que o cercam e o leva até o ponto de convergência, a verdade, de onde não se pode mais voltar. A Matrix, com medo, manda um pelotão de sentinelas em direção da nave de Neo. Tempo perdido! Neo pode acessar a Matrix a distância, não precisa mais se plugar ao sistema. A Matrix é um universo em miniatura dos nosso próprio Universo. Segue leis parecidas. Não podemos voar no sistema operacional Universo como Neo o faz no sistema operacional Matrix, pela simples questão que estamos dentro desse ambiente. Não existimos fora do Universo. Se existíssemos, teríamos poderes ilimitados.

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Trinity tem a oportunidade de ver o sol e admirar sua beleza. Ela vê a luz… sua missão está comprida. Precisa deixar Neo encontrar sua verdade sozinho.

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Agora, Neo confronta a Matrix na sua versão antropomórfica e esfíngica. A Matrix, o Deus criado pelo homem, pergunta a Neo se tem medo de sua própria criação. Porém, a Matrix, um Windows em versão definitiva, está tão vislumbrada com sua própria grandeza, que não percebe que ainda segue a programação desenhada pelo homem. Ela não percebe que precisa do homem, não por ser um Duracell eficiente para seu sistema funcionar, mas porque, sem o homem, ela não tem razão de existir. Neo sabe disso, e, por seu amor pela vida, seja orgânica ou não, barganha com a máquina: Zion e a liberação dos humanos presos ao sistema pela eliminação total do vírus Smith que compromete toda a Matrix. O enigma da esfinge está respondido. A decisão que Neo tomou no metro está esclarecida.

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Chegou a hora do confronto final entre Neo e Smith. Em particular o Smith que assimilou o Oráculo. Uma longa batalha se inicia. Mas a superioridade do Smith upgradeado é nítida nos momentos finais. Neo, aparentemente vencido, deixa que Smith o assimile. O código fonte de Neo é o último passo para Smith se tornar supremo e poder redesenhar o sistema a sua vontade. Mas o entendo de Smith será mal fadado. A essência do Oráculo ainda está nesta cópia do vírus. O Oráculo serve de interface entre Smith e a Matrix. Neo é o usuário do sistema que precisa optar, entre o “sim” e o “não”, na janela do antivírus que diz: “O vírus Smith foi detectado no sistema Matrix, deseja deletá-lo?”. Neo é o fator humano que interage com o sistema. Ele opta pelo “sim” e o vírus Smith é eliminado.

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Neo redime os pecados dos homens e das máquinas. Sua missão também está comprida. O sol que Sati cria na Matrix é o mesmo que Trinity admirou no mundo real. Sati é o reinício da eternidade. A criança, a esperança de uma nova vida, de uma revolução. Agora a vida pode seguir em paz…

A vida orgânica e a digital.

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