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Eu já nasci fã de Ficção Científica!

Meu pai era “trekkie”, apesar de não conhecer essa definição. Ele sabia de cor todos os episódios da série clássica! Também gostava muito de Além da Imaginação e Quinta Dimensão

Quando saiu Guerra nas Estrelas, ele me presenteou com o álbum de figurinhas, o kit de montagem dos personagens em papel (tipo aqueles que vinham nas embalagens de sucrilhos Kellogs) e a versão em quadrinhos do filme desenhada por Howard Chaykin

Apesar disso, ele não gostou muito do universo criado por George Lucas. Ele achava tudo muito decadente, sem a modernidade anti-séptica e o otimismo de Jornada nas Estrelas.

Também assistíamos juntos Perdidos no Espaço, Terra de Gigantes, Túnel do Tempo e Viagem ao Fundo do Mar

Além disso, meu tio, irmão do meu pai, lia quadrinhos compulsivamente! Quando visitava sua casa voltava com dezenas de edições de Tex, Akim e revistas de terror. Claro, gostava dos quadrinhos de terror que tinham ficção científica! 

Aliás, que saudade da revista Kripta da RGE! 

E ainda tinha o meu primo, que eu considerava como um irmão mais velho. Ele era fã de seriados e desenhos japoneses, e até me convenceu que Ultraseven era bem melhor que Ultraman! Hoje temos pouco contato, infelizmente. 

Então, posso dizer que herdei o gosto pela ficção científica geneticamente! Claro, recebi uma forcinha da família, mas sempre procurava entre as opções aquelas que me traziam um “deslumbramento científico”, o que estava mais voltado à ficção científica.

Espero passar esse maldito e delicioso legado para meus filhos também! 🙂

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Arquivado em Ficção científica, Memórias

Spectreman

Eu lembro de ter assistido o primeiro episódio de Spectreman no SBT, na década de 80 (só descobri agora que a séria já tinha passado na Record no finalzinho de 70).

Spectreman

Como estava acostumado com as séries Ultraman e Ultraseven, uma ou duas gerações anteriores de tokusatsu (como são chamadas as séries de live-action de super-heróis no Japão), achei Spectreman estranho pelos seguintes aspectos:

• Kenji/Spectreman tinha uma amiga japonesa (evidentemente) loira! Bom, isso hoje em dia no Japão não é tão estanho, mas nos anos 80… 
• A Divisão de Pesquisa e Controle de Poluição não tinha uniforme (e eu não conseguia colocar na cabeça que o grupo não era militar!).
• Essa mesma divisão de pesquisa era muito desorganizada (provavelmente por não ser militar!).
• Spectreman tinha um eterno vilão, Doutor Gori. Por que nosso herói não acabava logo com esse gênio do mal? A família Ultra já teria feito isso há muito tempo…

Bom, fora isso, eu também não gostava dos “defeitos especiais” da série. E, apesar dos episódios serem escrachados, não se levarem a sério, sempre me deixavam com uma sensação de melancolia no final. Ora pelo trágico destino dos personagens humanos, ora pelo alerta catastrófico do locutor sobre os desastres ambientais na Terra.

Mas tudo bem, deprê mesmo eu ficava quando assistia “As Aventuras de Pinóquio” (Kashinoki Mokku) anos antes. Aquilo sim era catastrófico, apocalíptico! Mas eu não conseguia deixar de assistir (desenvolvendo aptidões masoquistas em tenra idade!).

Bom, antes que eu comece a chorar, voltemos a Spectreman! Apesar de não gostar de muitos aspectos da série, não deixava de assistir nenhum episódio!

E a ilustração e a musiquinha do encerramento eram muito boas!

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Arquivado em Ficção científica, Humor